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24 de outubro de 2010

Visão de futuro!

Bom, mais um acontecimento na vida desse Instituto, mais uma fase concluída com sucesso!
Como em toda viagem feita por nossos alunos, que participam de festivais de música pelo mundo ano a ano, preparamos mais uma etapa do "Diário de Bagagem", no qual eles registram suas impressões da viagem, de um novo país, da convivência com pessoas de todo o planeta, do aprendizado musical entre mil outras experiências que só uma viagem proporciona. 
Por meio dessa "ferramenta", é possível medir o impacto que cada uma dessas oportunidades traz para a vida e a formação pessoal e profissional de cada aluno. 
Pra finalizar essa saga que foi a primeira turnê da Sinfônica Heliópolis pela Europa, colei aqui a primeira página do diário da Edna Ribeiro. Aluna desde a primeira turma, em 96, ela mostra toda a emoção e expectativa no início da viagem e a consciência de que a turma da orquestra é modelo para as centenas de crianças que estudam no Instituto Baccarelli. 
Dá prazer compartilhar e seria um erro guardar só pra gente, como disse a Natalie:



É só clicar que a imagem será ampliada!


Edna, parabéns pelas conquistas! Torcemos muito por você e por todos, todos, todos que pisam nesse prédio mágico!
Pra finalizar, tão importante quanto a turnê da orquestra, foi a primeira apresentação para os pais, depois de pouquíssimas aulas, dos novos alunos do Instituto. Assim que cheguei de volta, a primeira coisa que fiz foi pegar um café e subir para vê-los... Novas carinhas, novos anseios e sonhos...








Se eles chegarão a músicos, viajando ou não à Europa, não sabemos. Nossa parte é dar condições plenas para isso acontecer. E abrir uma porta que é vital à educação do ser humano e deveria ser direito de todo cidadão brasileiro e do mundo: a porta da arte, da cultura. É assim que se gera uma economia criativa! 
Fico com a frase do pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa pra finalizar: 


"A arte proporciona o desenvolvimento das diversas dimensões do ser humano - a razão e o pensamento lógico, o senso estético, a intuição e a emoção. A arte é um caminho para conhecer a si, o outro, o entorno. Uma vez percorrido o caminho que dá acesso ao conhecimento das linguagens artísticas, fica bem mais fácil se chegar a outros conhecimentos."

Tudo tem começo, meio e fim!

Os dias 16 e 17 foram para passear a relaxar. Várias turmas se espalharam pela cidade, acompanhadas ou não pelas produtoras, pelos amigos que encontraram na cidade. Cada um deu um jeito de admirar Londres e seus diversos aspectos. Dos prédios centenários à London Eye, dos pubs de 1434 às fachadas luminosas do bairro de Piccadilly Circus com seus musicais.


Um primeiro grupo partiu nesse dia rumo a São Paulo. O chororô foi inevitável. De quem foi e deixou para trás 20 dias de sonho, de quem ficou e viu o grupo começar a se separar depois de uma convivência muito próxima e intensa.


Mas ficou a certeza de que o grupo não seria mais o mesmo. Agora eles se conhecem ainda mais e melhor. Agora o grupo já sabe como tirar o melhor do conjunto. Sabem agir em diferentes situações. Sabem preservar sua identidade mesmo rodando pelo mundo. 


Entenderam que é possível fazer música séria e, ao mesmo tempo, cantar, dançar, brincar e espalhar o melhor da brasilidade pelo ar, contagiando centenas de pessoas. 


Aqui embaixo, um resumo da diversão nos dois últimos dias. Mesmo na correria e com poucas horas de sono, a adrenalina ainda nos segurou para curtir com um pouco menos de compromisso....


























 















Concerto na chuvosa Londres

Dia 15 foi ótimo! Todo mundo pôde descansar um pouco mais e escolher o horário de sair pra passear. Merecido descanso pós maratona de viagens! Se bem que Amsterdã já tinha proporcionado uma respirada...

A Aninha se propôs a levar um pessoal pra ver a cidade. À pé, ônibus, metrô... Todos os recursos para circular pela sedutora capital do Reino Unido.



O Hyde Park, que ficava perto do hostel, foi parada obrigatória. É um parque no centro de Londres. Originalmente, era propriedade dos monges da Abadia de Westminster e foi adquirida em 1536 por Henrique VIII que costumava caçar na região. Somente em 1637, sob o reinado de Carlos I, o público em geral teve sua entrada permitida. Com o passar dos anos, o Hyde Park se tornou um lugar para celebrações nacionais. Em 1814, o Príncipe Regente (que mais tarde seria coroado Jorge IV) organizou um lançamento de fogos de artifício, comemorando o fim das Guerras Napoleônicas. Em 1855, um grupo reformista usou o parque para fazer protestos, o que ocasionou um grande embate com a polícia. Isso durou até 1872, quando o Primeiro-Ministro passou uma lei permitindo atos públicos numa parte específica do parque, que ficou conhecida como Speaker's Corner. Até hoje essa é uma área onde qualquer pessoa pode protestar sobre qualquer tópico. Uma das maiores manifestações aconteceu em2003, quando mais de 1 milhão de pessoas protestaram contra a guerra no Iraque.
O parque também é muito visado para shows de rock. Bandas como Rolling Stones, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, Queen e Foo Fighters entre várias outras, já se apresentaram no parque. Mais recentemente, em 2005, houve o Live 8, com apresentações de Mariah Carey, Madonna, Paul McCartney e U2, entre outras.

Neste link, tem uma visita virtual interativa muito legal. 

Bom, por lá os meninos conferiram jardins lindos, esquilos e aves por toda a parte, a estátua de Peter Pan e um espelho fantástico, com um efeito maluco de colocar as pessoas a uma distância imensa. Olha a foto: 











Cada grupo fez uma coisa diferente e foram muitas histórias na hora do almoço, no Bizarro. Palácio de  Buckingham, London Tower, Oxford Street... Mas é claro que teve tempo para tirar música até dos copos na mesa. Como pode?


video


Descansinho, banhão e preparar para o último concerto no Velho Mundo! Mais uma sala linda, diferente das demais, prontinha para mais uma festa. A St. John's, Smith Square - situada no coração de Westminster - é considerada não só como uma das obras-primas do Barroco Inglês, mas como um dos melhores locais de Londres para concerto, atraindo artistas de renome internacional.



 


O restaurante, na cripta, era um capítulo à parte em termo de charme e delícias. Quiches, tortas e sopas atraiam pelo cheiro. O Emerson e a Ju não resistiram e fizeram uma boquinha antes do concerto! As mesas do restaurante estavam cheias, mas a platéia ainda não. Estávamos todos preocupados com a lotação da sala e, pra ajudar, ainda caiu uma chuva bem gelada, típica de Londres... O estômago ficou gelado à toa. Perto da hora do concerto, o povo começou a chegar praticamente ao mesmo tempo! Até a última fileira ficou preenchida!



E até a última fileira vibrou com o concerto. A fórmula de fazer música com energia e paixão contaminou também aos ingleses, e como! Agora, vibração mesmo, eu senti por parte de todos os músicos e da equipe quando a apresentação terminou.... Foi a última dessa primeira aventura fora do país. Bateu aquela sensação de que esse espetáculo, nesse formato, com essas pessoas, estava acontecendo pela última vez. Com vitória, com êxito, mas estava ficando para trás, em mais uma página da vida de cada um... Para alguns, então, estava mais difícil. Como o Juninho, que a partir de então, passa a estudar em Tel Aviv, e o Emérson, que volta pra lá também. A vida continua!






Lá, o maestro Tibiriçá encontrou amigos, eu encontrei a Paty Dantas, da Cásper e todo mundo encontrou a Liat – uma documentarista que se apaixonou por Heliópolis, por sua gente, pela proposta do Instituto e passou alguns meses convivendo com todos nós. Foi um reencontro inesperado para ela, que não esperava nos ver na Inglaterra tão cedo! Mais do que depressa conseguiu 80 entradas para uma festa. Tem gente que é incrível, não?! Rsrsrs. De uma forma ou de outra. Em uma festa ou outra, todo mundo celebrou essa noite mágica, com sensação de dever cumprido!