Translate

27 de abril de 2012

Julian Rachlin encanta aos alunos do Instituto Baccarelli e ao público da Sala São Paulo


Entre os dias 16 e 22 de abril, o Instituto Baccarelli esteve ainda mais alegre e musical, com a presença do talentoso e carismático violinista e regente lituâno Julian Rachlin. Um dos mais respeitados violinistas da atualidade, há 23 anos Rachlin cativa plateias ao redor do mundo, com interpretações marcantes e técnica refinada, sempre ao lado de orquestras de primeira grandeza, como as Filarmônicas de Israel e Roterdã, a Orquestra Nacional da França e a Sinfônica de Detroit; com maestros do porte de Zubin Mehta, Josep Pons e Daniele Gatti.

Ele esteve no Brasil especialmente para reger a Sinfônica Heliópolis no Concerto Matinal de 22 de abril, na Sala São Paulo. O programa reuniu a Sinfonia Nº35 em Ré Maior, “Haffner” e o Concerto Para Violino Nº 5 em Lá Maior,“Turco” - em que Julian Rachlin também solou ao violino - ambos de Wolfgang Amadeus Mozart; e a Sinfonia Nº 4 em Lá Maior, “Italiana”, de Felix Mendelssohn-Bartholdy.


Antes do concerto, Rachlin passou uma semana no Instituto Baccarelli, onde realizou masterclasses de violino e viola, para alunos do Instituto Baccarelli e de outras instituições: Academia da Osesp, Orquestra Sinfônica de Barra Mansa/Projeto Música Nas Escolas, Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP) e Orquestra da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, respectivamente nos dias 19 de 20 de abril.

As aulas foram longas e minuciosas, Rachlin parecia incansável, disposto a tirar cada dúvida com toda generosidade. As masterclasses tiveram 11 alunos ativos e 123 ouvintes, e o contrabaixista da Sinfônica Heliópolis, William Anthony Brichetto, afirma que elas foram importantes para músicos de todos os níveis e instrumentos de corda. Sobre os demais instrumentos, o fagotista Felipe Arruda afirmou, em depoimento espontâneo no seu facebook pessoal, que os ensaios também foram aulas de trabalho duro e amor à música.

A empatia do músico com o Instituto Baccarelli e a orquestra foi tão grande que a língua não parecia ser um obstáculo, o entendimento foi tanto que, depois de um dos ensaios, Rachlin assistiu a um jogo de futebol (entre Barcelona e Chelsea) na casa de alguns alunos do Instituto Baccarelli. Ele também fez questão de comer feijoada, ir ao estádio de futebol e dançar samba.

Ao fim do concerto, os alunos entregaram para o professor, solista, regente e amigo, Julian Rachlin, uma camiseta personalizada com os dizeres: “save and travel, but come back again”, em referência a uma figura de linguagem muito usada pelo violinista durante suas aulas, e o convidando para voltar logo. Em agosto, Rachlin solará em concerto beneficente com a Sinfônica Heliópolis , sob regência de Zubin Mehta, no Theatro Municipal de São Paulo.

No livro de visitas do Instituto Baccarelli, Rachlin mostra que a recíproca é verdadeira: “É uma grande inspiração para mim trabalhar e fazer música neste lugar único! Eu desejo ao Instituto Baccarelli um maravilhoso futuro. Vocês levam alegria a muitas pessoas! Obrigado”. Nós é que agradecemos!



11 de abril de 2012

Abril começa com dois mega shows e mais um grande concerto


No Instituto Baccarelli, o mês de abril começou com tudo. Em menos de uma semana, Coral da Gente e Sinfônica Heliópolis subiram ao palco, respectivamente, de dois mega shows e de mais um concerto da temporada 2012.

Um grupo de 15 crianças e adolescentes (de 09 a 15 anos) do Coral da Gente fez o coro do clássico Another Brick In The Wall, ao lado de Roger Waters, nas duas apresentações da turnê The Wall Live, em São Paulo, nos dias 01 e 03 de abril. O convite partiu da produtora do evento, Time For Fan, e foi inspirado pelas participações do Instituto Baccarelli em outros shows de rock: Em 2011, os alunos apresentaram-se no Rock In Rio (com a Sinfônica Heliópolis ao lado de Mike Patton) e no SWU (com o Coral da Gente ao lado do Faith No More).

A maioria dos alunos não conhecia a música. Embora tenham sido alertados por seus pais e professores sobre o tamanho e a importância do acontecimento com o qual estavam se envolvendo, foi no palco, diante de um público de 70 mil pessoas por dia, que eles entenderam de verdade e ajudaram a construir e quebrar o muro de uma das mensagens mais emblemáticas do rock internacional.

Já o concerto da Sinfônica Heliópolis aconteceu no dia 04 de abril, na Sala São Paulo. Sob a batuta de seu diretor artístico, o maestro Isaac Karabtchevsky, a orquestra recebeu o solista Daniel Guedes, um dos mais celebrados violinistas brasileiros de sua geração, na obra Concerto Para Violino op. 35, em ré maior, de Piotr Ilich Tchaikovsky. Na segunda parte, a orquestra interpretou a Sinfonia Nº 9 – “Do Novo Mundo”, de Antonín Dvorak.

Agora a orquestra se prepara para, ainda em abril, ser regida pela primeira vez por um violinista. Julian Rachlin, destacado nome do cenário musical internacional, regerá a orquestra e solará com seu violino no Concerto Matinal de 22 de abril, às 11h, na Sala São Paulo. Aproveitando sua estada, Rachlin fará ainda masterclasses para alunos do Instituto e de outros projetos de música do Brasil.