Entre os dias 16 e 22 de abril, o Instituto Baccarelli
esteve ainda mais alegre e musical, com a presença do talentoso e carismático
violinista e regente lituâno Julian Rachlin. Um dos mais respeitados
violinistas da atualidade, há 23 anos Rachlin cativa plateias ao redor do
mundo, com interpretações marcantes e técnica refinada, sempre ao lado de
orquestras de primeira grandeza, como as Filarmônicas de Israel e Roterdã, a
Orquestra Nacional da França e a Sinfônica de Detroit; com maestros do porte de
Zubin Mehta, Josep Pons e Daniele Gatti.
Ele esteve no Brasil especialmente para reger a Sinfônica
Heliópolis no Concerto Matinal de 22 de abril, na Sala São Paulo. O programa
reuniu a Sinfonia Nº35 em Ré Maior, “Haffner” e o Concerto Para
Violino Nº 5 em Lá Maior,“Turco” - em que Julian Rachlin também solou ao
violino - ambos de Wolfgang Amadeus Mozart; e a Sinfonia Nº 4 em Lá Maior,
“Italiana”, de Felix Mendelssohn-Bartholdy.
Antes do concerto, Rachlin passou uma semana no Instituto
Baccarelli, onde realizou masterclasses de violino e viola, para alunos do
Instituto Baccarelli e de outras instituições: Academia da Osesp, Orquestra
Sinfônica de Barra Mansa/Projeto Música Nas Escolas, Escola de Música do Estado
de São Paulo (EMESP) e Orquestra da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte, respectivamente nos dias 19 de 20 de abril.
As aulas foram longas e minuciosas, Rachlin parecia
incansável, disposto a tirar cada dúvida com toda generosidade. As
masterclasses tiveram 11 alunos ativos e 123 ouvintes, e o contrabaixista da
Sinfônica Heliópolis, William Anthony Brichetto, afirma
que elas foram importantes para músicos de todos os níveis e instrumentos de
corda. Sobre os demais instrumentos, o fagotista Felipe Arruda afirmou, em
depoimento espontâneo no seu facebook pessoal, que os ensaios também foram
aulas de trabalho duro e amor à música.
A empatia do músico com o Instituto Baccarelli e a orquestra
foi tão grande que a língua não parecia ser um obstáculo, o entendimento foi
tanto que, depois de um dos ensaios, Rachlin assistiu a um jogo de futebol
(entre Barcelona e Chelsea) na casa de alguns alunos do Instituto Baccarelli.
Ele também fez questão de comer feijoada, ir ao estádio de futebol e dançar
samba.
Ao fim do concerto, os alunos entregaram para o professor,
solista, regente e amigo, Julian Rachlin, uma camiseta personalizada com os
dizeres: “save and travel, but come back again”, em referência a uma figura de linguagem
muito usada pelo violinista durante suas aulas, e o convidando para voltar
logo. Em agosto, Rachlin solará em concerto beneficente com a Sinfônica
Heliópolis , sob regência de Zubin Mehta, no Theatro Municipal de São Paulo.


