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29 de janeiro de 2013

Vamos tocar 2013, juntos...

Sinfônica Heliópolis e maestro Isaac Karabtchevsky em concerto na Sala São Paulo, em 2012


Este ano vai ser um espetáculo!

Pelo terceiro ano consecutivo, a Sinfônica Heliópolis terá uma temporada regular de concertos. Este ano serão 10 programas diferentes, na Sala São Paulo. A maior temporada da história da orquestra que, segundo crítica de Sidney Molina para a Folha de São Paulo, "já é um grupo artístico relevante na cidade, para além do projeto social do qual emerge".

O ano de 2013 é o terceiro no ciclo de Isaac Karabtchevsky como diretor artístico e regente titular da orquestra. Sobre seu trabalho à frente desses jovens músicos, o experiente maestro afirma: "Tenho vivenciado um verdadeiro renascimento do gosto pela música entre os jovens. Quando dirigi recentemente a Sinfonia nº 2 de Gustav Mahler ou a Nona de Beethoven, mal podia acreditar no que aqueles jovens estavam criando".

O grupo também foi escolhido pela OSESP para integrar sua Temporada 2013. No ano do bicentenário de nascimento de Verdi, será a Sinfônica Heliópolis que fará homenagem ao brilhante compositor italiano com as obras Quatro Peças Sacras. No programa da orquestra ainda haverá Beethoven e uma obra inédita de André Mehmari.

Outros grandes nomes se juntarão à Sinfônica Heliópolis em 2013, como Berenika Glixman, uma das mais talentosas e promissoras pianistas de sua geração; Antonio Meneses, violoncelista que figura como um dos melhores solistas brasileiros de fama internacional; Tomer Lev,  um dos mais conceituados pianistas israelenses da atualidade; e, como não poderia deixar de ser, Julian Rachlin, um dos grandes nomes do violino no mundo e que está dando fôlego a uma nova carreira, a de regente. Em 2012 Rachlin foi convidado para ser o Principal Maestro Convidado da Sinfônica Heliópolis, seu primeiro posto oficial como regente. Todos irão doar seus cachês para os projetos socioculturais desenvolvidos pelo Instituto Baccarelli, em Heliópolis.

E isso não é tudo. Se em 2012, além da temporada oficial da Sinfônica Heliópolis, o Instituto Baccarelli realizou 20 apresentações de grupos de câmara, 152 de corais e 51 de orquestras, em 2013 não será diferente. Além de oferecer formação musical para crianças e jovens de Heliópolis, o Instituto busca levar ao público atrações com grande qualidade artística e relevância social, democratizando o acesso à música de concerto.


Falando em acesso, o Instituto está com vagas abertas para crianças e adolescentes da rede municipal da comunidade nos cursos de introdução no universo da música: musicalização, para a garotada a partir de 4 anos, e canto coral, a partir de 6 anos. 

O crescimento e fortalecimento dessa base é que cria perspectivas para o futuro do Instituto Baccarelli que, assim como a Sinfônica Heliópolis e seus outros grupos artísticos, tem vocação para juntar pessoas em torno da música. E mais: Juntar Erudito e Popular, Estrangeiro e Nacional, Centro e Periferia, Talento e Oportunidade, enfim: Sonhos e Realidades.








24 de janeiro de 2013

Orquestra Sinfônica Heliópolis compõe Temporada da Osesp em 2013


Além de sua Temporada Oficial deste ano, a Orquestra Sinfônica Heliópolis terá o privilégio de participar da Temporada 2013 da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - Osesp; a regência será de Isaac Karabtchevsky. O maestro, que é regente titular da OSH e diretor artístico do Instituto Baccarelli, fará com a Orquestra a estreia mundial de uma obra de André Mehmari encomendada pela Osesp especialmente para a Temporada. Os concertos ainda trazem a Fantasia Coral de Beethoven e as Quatro Peças Sacras de Verdi, no ano do bicentenário do nascimento do compositor. As apresentações acontecem em três datas na Sala São Paulo: 10, 11 e 12 de outubro.

Participam das apresentações o Coro da Osesp e o pianista Pablo Rossi como solista. No ano passado, aos 23 anos, o pianista catarinense concluiu sua formação no tradicional Conservatório Tchaikovsky, em Moscou, tendo se destacado como um dos quatro melhores entre um grupo de mais de 60 pianistas de todo o mundo. 

Em 2013, a Osesp dedica a sua Temporada a homenagear os cem anos da Sagração da Primavera, obra de Igor Stravinsky. Serão 33 programas da Orquestra e um do Coro da Osesp, além de dois de orquestras convidadas (além da Orquestra Sinfônica Heliópolis, a Filarmônica de Minas Gerais também terá três datas na Sala São Paulo em outubro, quando a Osesp realizará uma turnê pela Europa). As apresentações terão a participação de mais de 85 maestros e solistas convidados. Marin Alsop, regente titular da orquestra, estará com a Osesp em mais de 45 concertos.

23 de janeiro de 2013

Sinfônica Heliópolis promete abrilhantar ainda mais a Sala São Paulo em 2013

"Um dos ambientes fechados mais bonitos do Brasil." É assim que a Sala São Paulo, pertencente ao Centro Cultural Júlio Prestes, na região central da cidade, foi descrita pelo TripAdvisor – um dos maiores sites de turismo do mundo. De todas as atrações da capital paulista, a casa de concertos foi a mais bem avaliada por internautas do mundo todo. Na semana passada, ela se manteve no topo do ranking, ficando à frente de outros espaços importantes, como Catavento Cultural, no Parque Dom Pedro (2º lugar); Parque Ibirapuera, na zona sul (6º lugar); e Masp, o Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista (7º lugar).

Em 2012, a conceituada Sala São Paulo foi palco de muitos momentos marcantes para a Sinfônica Heliópolis. Entre eles, o concerto com o grande violinista lituano, Julian Rachlin – regente e solista, e o monumental concerto que encerrou o ano, sob regência de Isaac Karabtchevsky, com a Nona Sinfonia de Beethoven.

E é na mesma Sala São Paulo que a Sinfônica Heliópolis realizará os concertos de sua Temporada de 2013, a maior da história da orquestra, com dez programas diferentes. A exemplo das últimas duas, ela tem tudo para ser um sucesso: Uma orquestra jovem cada vez mais reconhecida por sua qualidade artística; um dos melhores regentes do país, Isaac Karabtchevsky; e grandes solistas, como Berenika Glixman (piano), Julian Rachlin (violino), Antonio Meneses (violoncelo) e Tomer Lev (piano).

A primeira apresentação de 2013, marcada para o dia 16 de março, contará com a presença da jovem israelense Berenika Glixman, que, conforme definiu o maestro Zubin Mehta, "é um dos mais promissores talentos da nova geração de pianistas". No mesmo dia, a orquestra interpreta a Sinfonia n°1 de Gustav Mahler, com regência do maestro Isaac Karabtchevsky.

Julian Rachlin à frente da Sinfônica Heliópolis na Sala São Paulo, em abril de 2012
                       
No que depender do Instituo Baccarelli, a Sala São Paulo continuará no topo do ranking das melhores atrações turísticas de São Paulo, com concertos emocionantes em um dos mais bonitos e imponentes espaços culturais do nosso país.


21 de janeiro de 2013

Revista Concerto publica retrospectiva dos trabalhos do Instituto Baccarelli em 2012

Foi um ano de muito trabalho. Só entre novembro e dezembro, os corais e orquestras do Instituto Baccarelli realizaram mais de setenta apresentações. Mas, no final, todo o esforço valeu a pena.
Entre a atribulada agenda de apresentações de 2012, estão alguns momentos que se tornaram inesquecíveis e entraram para a história do Instituto Baccarelli. Abaixo, uma retrospectiva do ano que passou, publicada na edição de janeiro/fevereiro da Revista Concerto:

Por Edmilson Venturelli

"O ano de 2012 entrou para a história do Instituto Baccarelli como o ponto mais alto do trabalho artístico e social que realizamos em Heliópolis. E já estamos nos preparando para superá-lo em 2013.

A Sinfônica Heliópolis, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, é o carro-chefe desse trabalho e pelo segundo ano teve uma temporada oficial, com 7 datas na Sala São Paulo e uma no Theatro Municipal de São Paulo. Nesses concertos, tivemos a honra de receber solistas do mais alto nível, como Jean Louis Steuerman, piano e Julian Rachlin, violino e regência, entre outros talentos.

A orquestra teve inúmeros desafios propostos por Karabtchevsky enquanto regente titular e diretor artístico. O maestro tem proposto para os jovens músicos um repertório desafiador, que em 2012 incluiu obras de Bartók e Bernstein.

Não há como não destacar o concerto realizado no Theatro Municipal de São Paulo, no qual a Sinfônica Heliópolis tornou-se a primeira orquestra brasileira a ser regida por Zubin Mehta. Nessa data, Julian Rachlin, nomeado Principal Regente Convidado da orquestra, atuou como solista e spalla.

As crianças do Coral da Gente também brilharam. Participaram das Óperas Magdalena, de Villa Lobos, e Pelléas et Melisande, de Debussy, ambas na programação do Theatro Municipal de São Paulo. Também cantaram no show The Wall, de Roger Waters, interpretando um dos maiores clássicos do rock, Another Brick in The Wall. 

Novas vagas de iniciação musical foram abertas e mais crianças estão dando seus primeiros passos na música; os grupos de câmara estão mais atuantes do que nunca e as orquestras vêm se desenvolvendo a cada dia. Olhando para o futuro, iniciamos mais um ano de trabalho e busca incessante por qualidade artística e relevância social, aguardem nossa Temporada 2013!"

Abaixo, uma parte do depoimento do maestro Isaac Karabtchevsky, diretor artístico e regente titular da Sinfônia Heliópolis, dado em dezembro e publicado no site da Revista Concerto em janeiro deste ano:

"Tenho vivenciado, como diretor artístico da Sinfônica Heliópolis, um verdadeiro renascimento do gosto pela música entre os jovens. Quando dirigi recentemente a Sinfonia nº 2 de Gustav Mahler ou a Nona de Beethoven, mal podia acreditar no que aqueles jovens estavam criando: a esperança de um Brasil melhor, colhendo plenamente os benefícios que só a música, com todo o seu potencial, consegue proporcionar."


18 de janeiro de 2013

Instituto Baccarelli foi inspiração dos textos que representaram Heliópolis na Olimpíada de Língua Portuguesa



Na foto, Henrique, a professora Rita de Cássia e Ingrid, no hotel em que ficaram hospedados em Brasília

Quem lê o poema “Heliópolis, o bairro do sol”, um dos finalistas da Olimpíada de Língua Portuguesa, realizada em Brasília em dezembro do ano passado, jamais imagina que ele foi escrito por um garoto de apenas 10 anos de idade. A competição acontece em anos pares e premia as melhores produções de alunos de escolas públicas de todo o país. “Foi fácil, simplesmente sentei no sofá de casa e comecei a escrever”, conta Henrique Dias da Silva, aluno da escola municipal de Ensino Fundamental Péricles Eugênio da Silva Ramos, em Heliópolis. Além de escrever, ele tem outra paixão que desenvolveu há cerca de um ano: a música.


Henrique integra o Coral da Gente e a Orquestra do Amanhã, do Instituto Baccarelli. No poema que fez para a competição, ele descreve a beleza do bairro onde mora e se refere ao espaço onde aprende a cantar e tocar contrabaixo como a “Joia da nossa comunidade”. Isso porque, segundo ele, as aulas no Instituto foram “a melhor coisa que aconteceu na vida dele”. Sobre a participação na Olimpíada de Língua Portuguesa, ele resume tudo em duas palavras: “muito divertido”.


Além do poema de Henrique, outro texto elaborado por uma aluna da escola Péricles Eugênio foi à fase final da Olímpiada de Língua Portuguesa. Em um diálogo, a jovem Ingrid Spínola, de 15 anos, fala da importância do Instituto Baccarelli para a comunidade de Heliópolis. “Uma vez o coral deles se apresentou na minha escola e eu me apaixonei”, diz ela. Para ela, a experiência de ir até Brasília foi “simplesmente incrível”.


Abaixo, o poema de Henrique e o texto de Ingrid:




Heliópolis: o bairro do sol


Por Henrique Dias da Silva

O lugar onde vivo fica no Ipiranga
Onde "o sol da liberdade em raios fúlgidos
brilhou no céu da pátria nesse instante"
Isso eu descobri em um livro que estava na estante!

Pra quem está de fora o meu bairro não é muito amado,
Também não é bem falado,
Quando se fala em Nova Heliópolis
Todo mundo fica abismado!
Pensam logo em tráfico de drogas, funk, RAP,
Ataques do PCC e polícia com cacetete!

Aqui tem muita violência e também pessoa boas que com isso não tem nada,
Por isso todo ano fazemos pela Paz uma Caminhada.
É homenagem pra uma menina (se chamava Leonarda)
que com cinco tiros na porta da escola foi assassinada!

Mas a beleza existe pra quem consegue ver,
Pode ser eu e pode ser você!
Quando abro a minha janela
vejo o colorido da favela,
formando um mosaico que poderia estar numa tela
em um museu de arte moderna!

Uma imagem ainda mais bela
é formada pelos meninos que jogam bola na viela
É pra lá que eu vou,
formar meu time e fazer gol!

Aqui também tem o Instituto Baccarelli
Joia da nossa comunidade,
cujo coração é regido
por Beethoven, Mozart e Wagner!

É nessa orquestra em que toco,
lá tem piano, viola e violino
mas meu instrumento é o contra-baixo,
minha paixão de menino!

E entre tantos "et ceteras"
também tem grandes festas
No Ano Novo é uma maravilha
Todos comemorando com suas famílias!
Em dia de jogo é pior...
quero dizer, é muito melhor!

Fogos de artifícios para todos os lados
Fogos amarelos, azuis, vermelhos e dourados
Nessas horas, em meio a esse rol
É que lembro do significado do lugar onde moro:
Heliópolis, o bairro do sol!
É tão sensacional!
O lugar onde moro
Está no hino nacional!


Sábado à noite é de Heliópolis

Por Ingrid Spinola dos Santos

Moro em Heliópolis e me orgulho disso, do meu bairro do sol, tem seus defeitos, como qualquer outro, mas tem também suas grandes qualidades. O "Helipa", como nós íntimos o chamamos, pode ser um bairro de tráfico, das drogas, das crianças que morrem precocemente, mas também é um bairro de povo feliz, que tem samba no pé, que sonha com a paz e luta por ela, o bairro de crianças que jogam futebol descalças na rua e de pessoas que saem de casa em busca de uma vida melhor. É um Heliópolis de brasileiros que não desistem fácil, filho do Ipiranga, terra mãe dos vencedores.

Esses dias, em um sábado, fui com meu pai comer no "Mec Favela", uma lanchonete bastante movimentada do Helipa. Era um lugar pequeno e comum, com as paredes já amarelas com o tempo, e de mesinhas de madeira. O lugar estava cheio. Meu pai e eu sentamos em uma mesa de quatro pessoas, a única que sobrara. "Uma coxinha e dois pasteis". O olhar perdido nos arredores, aguardando o pedido. Em uma mesa um pouco distante da nossa, uma mulher com três crianças bem arrumadas. Ao lado, dois homens com roupa de mecânico e duas mulheres com vestidos super colados. No resto das mesas só tinham pessoas que não chamavam muito a atenção. Assim que nosso lanche chegou, entrou na lanchonete uma moça muito bonita, mas o que mais me chamou a atenção é que ela trazia na mão um violino. Vendo os únicos lugares vazios (que eram os da nossa mesa), a moça veio diretamente em nossa direção. Em um tom educado, perguntou:

- Será que eu poderia me sentar aqui?

- Fique à vontade! - respondeu meu pai.

Assim ela se sentou... e comecei a observá-la. Ela era morena e tinha os cabelos lisos e brilhantes em um corte chanel, era alta, esguia, vestia um jeans com uma camiseta branca. Logo depois de um chute no estilo "acorda, menina!", parei de encarar a moça e olhei o seu violino, que ela tinha colocado delicadamente na cadeira da frente. Ele era lindo, nunca tinha visto um de perto! Ela percebeu meu olhar e perguntou:

- Sabe tocar?

- Eu... eu não! - disse sem jeito -Mas você sabe. Não era uma pergunta, era uma afirmação. Deduzi isso porque ninguém "normal" sai andando com um violino na mão sendo que não sabe tocar. Ela sorriu gentilmente e fez que sim com a cabeça. Tique que sorrir também. Então ela disse:

- Conhece o Baccarelli?

- Não! - meu pai respondeu se intrometendo.

- Sim! - respondi, confundindo a moça. O Baccarelli tinha se apresentado uma vez na minha escola, um coral de crianças, e foi lindo. Então comecei a lembrar do dia e das músicas alegres que as crianças tinham cantado. E interrompendo os meus pensamentos, a moça disse:

- O Baccarelli é uma instituição que foi criada em 2005. É uma escola de música que foi criada pelo maestro Silvio Baccarelli. A escola tem mais de 1.100 alunos - e parou para agradecer seu lanche - os mais velhos tocam instrumentos e os mais novos treinam músicas no coral.

- Ah, é claro, já ouvi falar! - disse meu pai, surpreendido.

- O Baccarelli não é só uma ONG, é muito mais que isso! É a vitória de muita gente, a prova de que na favela se tem muito mais do que gente drogada. O Baccarelli tira crianças das ruas para mostrar-lhes a beleza da música... e em suas notas, o caminho certo a seguir.

Assim todos nós ficamos em silêncio para a moça comer. Vi que meu pai tinha encerrado o assunto, mas eu sou uma pessoa curiosa e quis saber mais. Então perguntei:

- Já tocou em algum lugar que jamais irá se esquecer? - disse, levando outro chute de reprovação.

- Sim - respondeu a moça, sorrindo. Vi nos seus olhos o orgulho. - Na Sala São Paulo, em um sábado à noite...

- Está brincando! - disse meu pai - Essa é uma das melhores do país! Ainda mais em um sábado! Como foi?

- Sim, é sim. Foi mágico, sonho com ela toda noite - respondeu - O melhor foi voltar pra casa e ver o sorriso de todos, o rosto cheio de orgulho. Saímos da realidade, meu pai e eu, pensando em como pessoas que eram excluídas da sociedade só por viver em uma favela podiam ser aplaudidas pelas mesmas pessoas que diziam que não éramos capazes... em pé ainda! E com lágrimas no rosto!

- Cadê a moça? - perguntei ao meu pai.

- Não sei, sumiu! Mas o fato é que sábado à noite é de Heliópolis! É nosso!

7 de janeiro de 2013

Sinfônica Heliópolis encerra Temporada 2012 com a "Nona de Beethoven"



Via www.editorweb.com.br

Concerto aconteceu no dia 21 de dezembro e teve participações do Coral Lírico Municipal de São Paulo, além dos cantores Gabriella Pace, Edinéia de Oliveira, Marcelo Vannucci e Saulo Javan

Uma das mais emblemáticas obras do repertório sinfônico encerrou a Temporada da Sinfônica Heliópolis, que contou com oito concertos ao longo de 2012 na Capital.

Sob regência do maestro e diretor artístico Isaac Karabtchevsky interpretaram a Sinfonia Nº9, de Ludwig van Beethoven, com participações do Coral Lírico Municipal de São Paulo e de quatro solistas de reconhecida trajetória na cena erudita nacional e internacional: a soprano Gabriella Pace, a mezzo-soprano Edinéia de Oliveira, o tenor Marcelo Vannucci e o baixo Saulo Javan.

Mais conhecida sinfonia do genial Beethoven, a "Nona" e ganhou notoriedade ao atribuir à voz humana a mesma importância dos instrumentos. Foi encomendada pela Real Sociedade Filarmônica em 1817 e tem como base o poema A Alegria, de Friedrich Schiller. O compositor havia lido a obra quando jovem e emocionava-se pelas menções à fraternidade humana.

Veja como foi o concerto da Sinfônica Heliópolis: