Três músicos da Orquestra Sinfônica Heliópolis estão de mudança para a Orquestra Filarmônica de Goiás: Gabriel Antonio Roberto (contrabaixo), Felipe dos Santos Arruda (fagote) e Stefânia Coppo Ribeiro Benatti (flauta). Ao se despedirem, dois deles contaram um pouco sobre as suas experiências no Instituto Baccarelli durante esses anos.
| Felipe durante apresentação com Ivan Lins, no SESC Itaquera |
Além de chefe de naipe de Sinfônica Heliópolis, Felipe também foi membro do quinteto de sopros do Instituto Baccarelli e professor assistente de fagote, com três turmas coletivas e quatro alunos no individual. Formado em biomedicina e prestes a desistir da carreira de músico, ele conta o trabalho com as crianças foi decisivo para fazê-lo continuar. “Sempre me subestimei como músico, especialmente quando me comparava com os outros músicos da orquestra. Depois da turnê europeia, depois de ver as gravações dos concertos e de tudo o que vivenciamos lá, a ambição pela carreira voltou. Mas o que fez ter vontade de continuar foi o início do trabalho com as crianças. O lado de ensinar gerou uma mudança que não foi só musical, foi humana. Aqui a gente recebe crianças com as mais diferentes realidades, e elas são francas e sinceras, confiam demais no professor. Passei a entender que o meu trabalho não era só ensinar música para essas crianças, mas oferecer o máximo possível de atenção, carinho, afeto e o que mais elas precisassem”, diz. “Se tiver oportunidade de fazer isso lá, com certeza farei. O ensino coletivo de fagote é um método inovador do Instituto, que deu certo”, complementa.
Sobre a mudança, ele diz estar feliz. “É uma etapa nova, mas, sobretudo, necessária. Quero agradecer a todo mundo, mas em especial o professor Ronaldo Pacheco, com certeza um dos responsáveis por grande parte das minhas conquistas musicais.” Felipe diz que sabe que não é fácil começar uma vida nova, mas ele conta com o apoio dos pais e dos amigos. O primeiro concerto com a nova orquestra será no dia 18 de abril, no teatro Goiânia.
| Stefânia Coppo Ribeiro Benatti durante apresentação com Ivan Lins, no SESC Itaquera |
Já Stefânia Coppo Ribeiro Benatti, 24 anos, é de Campinas (São Paulo). Mudou-se para a capital paulista em 2007, quando começou a estudar música na USP, e se forma na faculdade este ano. Antes de chegar ao Instituto Baccarelli, em 2011, tocou em outras orquestras da cidade, como a Orquestra de Câmara da USP e a Orquestra Jovem do Estado.
“O Instituto Baccarelli foi o pontapé inicial para que eu começasse a tocar piccolo profissionalmente. Eu devo essa oportunidade de passar a tocar piccolo em uma orquestra profissional ao Instituto, e, claro, ao professor Rogério Wolf. Foi aqui que aprendi a tocar um repertório de orquestra, e encarei os meus maiores desafios. A 2ª Sinfonia de Mahler foi a primeira coisa de muito grande que toquei aqui. Quando saí daquele concerto, o primeiro logo que entrei, parecia que eu estava no Paraíso”, conta ela.
No Instituto, também teve a oportunidade de trabalhar como professora assistente de alguns alunos de flauta. Sobre a nova fase, ela diz estar ansiosa. “Na verdade, não vejo a hora de começar. Tudo o que é novo é sempre muito empolgante. Confesso que estou com um pouco de medo porque a cidade é totalmente diferente, e é muito longe. Mas, fora isso, são só sentimentos bons”.
E no que depender do Instituto Baccarelli, não vão faltar vibrações positivas nessa nova etapa!
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