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27 de março de 2013

Tocando novos desafios



Três músicos da Orquestra Sinfônica Heliópolis estão de mudança para a Orquestra Filarmônica de Goiás: Gabriel Antonio Roberto (contrabaixo), Felipe dos Santos Arruda (fagote) e Stefânia Coppo Ribeiro Benatti (flauta). Ao se despedirem, dois deles contaram um pouco sobre as suas experiências no Instituto Baccarelli durante esses anos. 




Felipe durante apresentação com 
Ivan Lins, no SESC Itaquera
Felipe dos Santos Arruda, 24 anos, é de Osasco (São Paulo). Começou a estudar fagote no Instituto Baccarelli em 2006, mas saiu em 2007 para integrar a Orquestra de Câmara da Usp. Retornou em 2009, como músico da Orquestra Sinfônica Heliópolis, e de lá para cá só evoluiu. Entre os momentos mais marcantes com a orquestra, ele cita a Turnê para a Europa (2010), a 2ª Sinfonia de Mahler, na estreia de Isaac Karabtchevsky à frente da Orquestra (2011), a apresentação com ao lado da cantora Paula Lima, no Sesc Interlagos (2012), e o solo no Concerto de Jovens Solistas de 2012, interpretando a Sinfonia Concertante de Mozart. 

Além de chefe de naipe de Sinfônica Heliópolis, Felipe também foi membro do quinteto de sopros do Instituto Baccarelli e professor assistente de fagote, com três turmas coletivas e quatro alunos no individual. Formado em biomedicina e prestes a desistir da carreira de músico, ele conta o trabalho com as crianças foi decisivo para fazê-lo continuar. “Sempre me subestimei como músico, especialmente quando me comparava com os outros músicos da orquestra. Depois da turnê europeia, depois de ver as gravações dos concertos e de tudo o que vivenciamos lá, a ambição pela carreira voltou. Mas o que fez ter vontade de continuar foi o início do trabalho com as crianças. O lado de ensinar gerou uma mudança que não foi só musical, foi humana. Aqui a gente recebe crianças com as mais diferentes realidades, e elas são francas e sinceras, confiam demais no professor. Passei a entender que o meu trabalho  não era só ensinar música para essas crianças, mas oferecer o máximo possível de atenção, carinho, afeto e o que mais elas precisassem”, diz. “Se tiver oportunidade de fazer isso lá, com certeza farei. O ensino coletivo de fagote é um método inovador do Instituto, que deu certo”, complementa.

Sobre a mudança, ele diz estar feliz.  “É uma etapa nova, mas, sobretudo, necessária. Quero agradecer a todo mundo, mas em especial o professor Ronaldo Pacheco, com certeza um dos responsáveis por grande parte das minhas conquistas musicais.” Felipe diz que sabe que não é fácil começar uma vida nova, mas ele conta com o apoio dos pais e dos amigos. O primeiro concerto com a nova orquestra será no dia 18 de abril, no teatro Goiânia.


Stefânia Coppo Ribeiro Benatti durante
apresentação com Ivan Lins, no SESC Itaquera
Já Stefânia Coppo Ribeiro Benatti, 24 anos, é de Campinas (São Paulo). Mudou-se para a capital paulista em 2007, quando começou a estudar música na USP, e se forma na faculdade este ano. Antes de chegar ao Instituto Baccarelli, em 2011, tocou em outras orquestras da cidade, como a Orquestra de Câmara da USP e a Orquestra Jovem do Estado. 

“O Instituto Baccarelli foi o pontapé inicial para que eu começasse a tocar piccolo profissionalmente. Eu devo essa oportunidade de passar a tocar piccolo em uma orquestra profissional ao Instituto, e, claro, ao professor Rogério Wolf. Foi aqui que aprendi a tocar um repertório de orquestra, e encarei os meus maiores desafios. A 2ª Sinfonia de Mahler foi a primeira coisa de muito grande que toquei aqui. Quando saí daquele concerto, o primeiro logo que entrei, parecia que eu estava no Paraíso”, conta ela. 

No Instituto, também teve a oportunidade de trabalhar como professora assistente de alguns alunos de flauta. Sobre a nova fase, ela diz estar ansiosa. “Na verdade, não vejo a hora de começar. Tudo o que é novo é sempre muito empolgante. Confesso que estou com um pouco de medo porque a cidade é totalmente diferente, e é muito longe. Mas, fora isso, são só sentimentos bons”. 



E no que depender do Instituto Baccarelli, não vão faltar vibrações positivas nessa nova etapa! 

Felipe e Stefânia, antes da apresentação com Ivan Lins, no SESC Itaquera, no último domingo (24)



26 de março de 2013

Orquestra Sinfônica Heliópolis volta à Sala São Paulo sob regência de Julian Rachlin


O concerto marca a segunda apresentação do músico lituano como Principal Regente Convidado da orquestra


Julian Rachlin/Foto: Julia Wesley

Um dos grandes nomes da atual cena internacional da música clássica está de volta à Temporada oficial da Sinfônica Heliópolis neste ano: o talentoso violinista e regente Julian Rachlin. O instrumentista, que desde agosto do ano passado leva o título de Principal Regente Convidado da Sinfônica Heliópolis, se apresenta pela terceira vez com a orquestra formada por músicos avançados do Instituto Baccarelli – sendo a segunda vez como regente – no dia 7 de abril (domingo), às 17h, na Sala São Paulo. Assim como os demais solistas convidados para a Temporada deste ano, Rachlin também irá doar seus cachê para os projetos socioculturais desenvolvidos pelo Instituto Baccarelli, em Heliópolis.

Para fazer jus ao brilhantismo do regente, quatro aclamadas obras compõem o programa do dia 7 de abril: a “Sinfonia nº 29 em Lá maior”, do universal compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart; as “Quatro Estações Portenhas”, do argentino Astor Piazzolla – um dos mais importantes compositores de tango da segunda metade do século XX; o “Concerto para violino nº 2”, uma das peças mais conhecidas do alemão Felix Mendelssohn – o mesmo que compôs a famosa marcha nupcial; e “Russlan e Ludmilla: abertura”, do russo Mikhail Glinka – considerado o pai da música erudita em seu país, tamanha a sua influência.

Julian Rachlin e orquestra Sinfônica Heliópolis  em 2012
Julian Rachlin conheceu a Sinfônica Heliópolis em abril do ano passado, quando participou como regente e solista de um concerto da Temporada oficial da orquestra e visitou o Instituto Baccarelli, oferecendo masterclasses aos músicos e mostrando grande generosidade ao compartilhar seu conhecimento.

De volta a Heliópolis em agosto, o instrumentista participou como solista e spalla do histórico concerto regido pelo maestro Zubin Mehta – diretor artístico da Orquestra Filarmônica de Israel e patrono do Instituto Baccarelli desde 2005 –, no Theatro Municipal de São Paulo. Foi nesta ocasião que Rachlin foi convidado, perante toda a orquestra, representantes do Instituto Baccarelli e imprensa, a ser o Principal Regente Convidado da Sinfônica Heliópolis, que tem como diretor artístico e maestro titular o brasileiro Isaac Karabtchevsky. Ao aceitar, Rachlin assumiu seu primeiro posto como regente na carreira e consolidou sua relação com a Sinfônica Heliópolis e o Instituto Baccarelli.


25 de março de 2013

Orquestra Sinfônica Heliópolis e Ivan Lins emocionaram público do Sesc Itaquera neste domingo (24)



"Neste domingo vou realizar um grande sonho, dividir o palco com a Orquestra Sinfônica Heliópolis! Quem puder ir vá, eu garanto que vai ser uma apresentação maravilhosa!". Na declaração tirada do Facebook oficial do cantor e compositor Ivan Lins, parecia que ele estava prevendo que o show realizado no Sesc Itaquera na tarde de ontem (24) seria um sucesso.

Parecia que tudo estava conspirando para que a apresentação ficasse marcada de forma especial: músicos da orquestra e maestro Edilson Ventureli perfeitamente alinhados; a banda, formada pelos músicos Paulo Paulelli (contrabaixo) e Edu Ribeiro (bateria), tocando de forma eletrizante; os convidados especiais, Chico Pinheiro (violão) e Jether Garotti Junior (teclado), responsável pelos arranjos, inspirados; Ivan Lins, nitidamente feliz e satisfeito com o resultado dessa combinação de talentos; e um público enorme, participativo e emocionado a cada canção, que sequer se intimidou com a chuva que caiu no final da tarde. “A chuva chegou, e nosso show também está chegando ao fim”, disse Ivan Lins a um público que pediu bis e foi atendido.

A Orquestra Sinfônica Heliópolis recepcionou o público com a ópera “Russlan e Ludmila: abertura”, composta pelo pioneiro da música erudita na Rússia, Mikhail Glinka, entre 1837 e 1842. Depois, acompanhou Ivan Lins e os músicos da banda em outras 13 canções, todas sucessos da carreira do artista, entre elas “Quero Falar de Amor”, “Quem me Dera”, “Iluminados”, “Desesperar Jamais”, “Lembra de Mim” e “Madalena”, que encerrou o repertório do dia. 

Ao final do show, era possível ouvir os comentários vindos do público: “Nossa, me emocionei quando ele cantou ‘Iluminados’”, “E essa orquestra? Estou muito impressionada”. 

Essa foi a segunda vez que a Orquestra Sinfônica Heliópolis se apresentou ao lado de Ivan Lins – a primeira foi durante o Criança Esperança, em 2007, sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky, antes mesmo de ele assumir sua direção artística e se tornar seu regente titular. 

A apresentação da Sinfônica Heliópolis neste domingo, assim como muitas outras realizadas no Sesc Itaquera ao lado de grandes nomes da música brasileira (como Milton Nascimento, em dezembro do ano passado), é resultado de uma parceria entre a orquestra e as unidades Interlagos e Itaquera no projeto Som e Sintonia, uma das iniciativas do Sesc São Paulo para diversificar sua programação artística e atender a todos os públicos, ajudando a propagar a música clássica por todo o País.


Orquestra Sinfônica Heliópolis e Edilson Ventureli durante ensaio no Sesc, na manhã de domingo (24)
Marcos Mota, violoncelista da OSH, durante ensaio no Sesc Itaquera na manhã de domingo (24)
Público curte apresentação de OSH com Ivan Lins no Sesc Itaquera

Público do Sesc Itaquera curte apresentação da Orquestra Sinfônica Heliópolis com Ivan Lins neste domingo (24)

Ivan Lins e Orquestra Sinfônica Heliópolis 

Participação especial de Chico Pinheiro (Guitarra)

Ivan Lins e Orquestra Sinfônica Heliópolis


21 de março de 2013

Sejam benvindos ao Instituto Baccarelli!


Nesta semana, a Orquestra Sinfônica Heliópolis ganhou novos membros. São jovens músicos vindos de diferentes regiões do Brasil, cada um com uma história diferente. Como forma de dar as boas vindas a todos eles, vamos contar, nos próximos dias, quem são, de onde vieram e como chegaram ao Instituto Baccarelli!




 Igor Vinícius Borges, 20 anos, violista




O jovem Igor Vinícius Borges, de 20 anos, estuda viola há seis. Mas nunca teve um professor. Iniciou seu aprendizado de música com a ajuda de uma amiga violinista. “A Suiani me deu toda a base; foi ela quem me ensinou a segurar o arco e a ler partituras”, conta. Passou a frequentar o Centro de Aprendizagem Musical (CAM) de São Joaquim da Costa da Serra (Santa Catarina), sua cidade natal, e, algum tempo depois, ganhou uma viola do maestro Bettoni. Foi aí que começou a se dedicar ao instrumento. “Naquela época, não havia aulas no CAM de São Joaquim. Então eu fui estudar sozinho. Passava as tardes abrindo vídeos de masterclasses no yotube, e também comprei alguns livros. Eu gosto de pesquisar tudo, e hoje a gente tem a sorte de ter a internet”, diz Igor.

Mas foram as Oficinas de Música de Curitiba que mudaram a sua trajetória como músico. Ao participar dos cursos de música erudita oferecidos no ano passado, conheceu o violista Alexandre Razera – que, além de ministrar aulas nessas oficinas, também é professor no Instituto Baccarelli.  “Foi o Razera quem me falou das vagas abertas na Orquestra Sinfônica Heliópolis. Fiquei muito feliz que ele se lembrou de mim”, conta.
Mesmo tendo sido lembrado por um dos professores do Instituto, Igor ficou em dúvida se deveria fazer o teste para a orquestra. “Eu não sabia se teria nível para a prova, já que sempre estudei sozinho”. Então foi atrás de alguns violistas do Instituto antes de se inscrever, fazendo contato pelo Facebook. “Todos eles me incentivaram e me ajudaram muito”, lembra o músico, que já fez seu primeiro ensaio com a orquestra nesta semana.

“Eu não tenho nem palavras pra expressar a minha felicidade. Além da orquestra ser muito legal, vou estudar em um prédio como esse. Também tem o Isaac [Karabtchevsky, diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Heliópolis]... Enfim, são muitas coisas boas!”, diz. Mas uma em especial está deixando Igor bastante ansioso: “No dia 26 de março, vou realizar meu grande sonho: o de tocar na Sala São Paulo! Acho que quando eu subir naquele palco pela primeira vez, mal vou conseguir conter a emoção”.

A apresentação do dia 26 de março faz parte da série Concertos Didáticos, e tem regência de Edilson Ventureli, maestro assistente da Orquestra Sinfônica Heliópolis. No dia 7 de abril, Igor vai subir ao palco da Sala São Paulo novamente, dessa vez para o segundo concerto da Temporada Oficial 2013 da Sinfônica Heliópolis. O lituano Julian Rachlin, Principal Regente Convidado da orquestra, será o maestro e solista da apresentação. Rachlin é aclamado em todo o mundo pelas suas habilidades como regente, violinista e violista. Por essas e outras, nem precisa dizer que a expectativa de Igor para este concerto também é grande: “Vai ser simplesmente perfeito”, define ele.

Enquanto se acomoda em São Paulo, Igor recebe, mesmo de longe, o apoio da mãe, Rose Borges, e dos amigos, que estão orgulhosos dele. “Apesar de não ter nenhum músico na minha família, minha mãe sempre me incentivou muito; e o meu irmão mais novo, o Tarcísio, ainda não toca nenhum instrumento, mas é muito afinado!”, conta rindo. Igor, que já dedicava quatro horas diárias ao estudo de viola, não vê a hora de “estudar ainda mais”. Ironia do destino, seu professor de viola será ninguém menos que Alexandre Razera. “Mal posso acreditar”.




Saiba quem são todos os aprovados!




19 de março de 2013

Orquestra Sinfônica Heliópolis sobe ao palco do SESC Itaquera com Ivan Lins

Ivan Lins/Foto: Leonardo Aversa
A Orquestra Sinfônica Heliópolis, formada por músicos avançados do Instituto Baccarelli, se apresenta ao lado de um dos maiores nomes da música brasileira no dia 24 de março (domingo), às 15h, no SESC Itaquera: o cantor e compositor Ivan Lins. O show mescla composições do último disco do artista, “Amorágio”, com grandes clássicos de sua carreira, como Madalena, Iluminados e Depende de Nós.

Com regência de Edilson Ventureli, maestro assistente da Orquestra Sinfônica Heliópolis, o grupo de excelência do Instituto Baccarelli dá início à apresentação com a ópera “Russlan e Ludmila: abertura”, composta pelo pioneiro da música erudita na Rússia, Mikhail Glinka, entre 1837 e 1842. Depois, a Sinfônica Heliópolis acompanha Ivan Lins em todas as canções, especialmente adaptadas pelo arranjador residente do Instituto Baccarelli, Jether Garotti Junior. 

Para abrilhantar ainda mais o show, um dos artistas mais expressivos da música brasileira contemporânea faz uma participação especial ao lado de Ivan Lins e dos músicos da orquestra: o arranjador, guitarrista e compositor Chico Pinheiro. 

Essa é a segunda vez que a Orquestra Sinfônica Heliópolis, se apresenta ao lado de Ivan Lins – a primeira foi durante o Criança Esperança, em 2007, sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky, antes mesmo de ele assumir sua direção artística e se tornar seu regente titular. 

Formada atualmente por 83 músicos, a orquestra, que tem como patrono o aclamado maestro Zubin Mehta (diretora artístico da Filarmônica de Israel), acumula experiências com grandes artistas da música popular brasileira, como João Bosco, Toquinho, Luiz Melodia, Paula Lima e Milton Nascimento.

As unidades Interlagos e Itaquera do Sesc, numa parceira com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis, unem música popular e erudita na série Som em Sintonia. O projeto, que é uma das iniciativas do Sesc São Paulo para diversificar sua programação artística e atender a todos os públicos, ajuda a propagar a música clássica por todo o País e proporciona aos jovens músicos de Heliópolis a oportunidade de tocar ao lado de grandes nomes da música brasileira. 

Ivan Lins
Ivan Lins começou a tocar piano aos dezoito anos e foi muito influenciado pela música que ouviu em sua infância nos Estados Unidos, pelo jazz e bossa nova. Atualmente, é o artista brasileiro vivo mais gravado no exterior.

Formado em Engenharia Química, inicia sua carreira musical no final dos anos 60 tendo sua canção “O Amor é o Meu País” classificada em segundo lugar no “V festival Internacional da Canção”. Seu primeiro grande sucesso foi “Madalena”, parceria com Ronaldo Monteiro, gravada por Elis Regina, que viria a ser intérprete de várias das suas canções.

Teve inúmeros sucessos como cantor e como compositor como é o caso de “Abre Alas”, “Somos Todos Iguais Essa Noite”, “Começar de Novo”. Esta última, que veio a ser um marco da MPB, reflete bem a postura artística da dupla Ivan Lins e Vitor Martins: música e melodia muito bem elaboradas, características que despertaram grande interesse nos intérpretes do exterior (como é o caso de Sarah Vaughan).

Ivan Lins lançou inúmeros discos, muitos deles de grande repercussão. Sempre ligado às questões contemporâneas de cada época, sua obra se renova e traz sempre novos valores musicais e ideais agregados, sem nunca perder a linguagem do compositor e sua originalidade.


SERVIÇO:
Comerciário- grátis
Usuário Sesc – R$ 3,50
Visitante – R$ 7,00
Estacionamento – R$ 7,00
**Para assistir é preciso apenas pagar apenas pelo acesso ao parque. 



18 de março de 2013

Com a Sala São Paulo cheia, Orquestra Sinfônica Heliópolis abre Temporada 2013 com apresentação grandiosa

“Essa meninada tem um tremendo desafio pela frente: a primeira Sinfonia de Gustav Mahler é chamada de “Titã” justamente pela sua grandiosidade e pelas dificuldades que ela traz.” As palavras ditas por Isaac Karabtchevsky, diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Heliópolis, alguns dias antes do primeiro concerto da Temporada 2013, realizado no último sábado (16), na Sala São Paulo, em hipótese alguma duvidavam do talento dos jovens da orquestra do Instituto Baccarelli; ao contrário, reforçava a consciência de que todos tinham nas mãos uma obra gigantesca, e que, por isso, estavam se preparando para ela com todo o rigor.

Mas a “Sinfonia nº1” do compositor alemão seria apenas uma etapa do desafio. Paralelamente, a Orquestra Sinfônica Heliópolis também ensaiava para executar, na primeira parte da apresentação, o “Concerto para Piano nº 4”, de Ludwig Van Beethoven, ao lado de uma das pianistas mais conceituadas da nova geração de músicos de Israel: Berenika Glixman. A nevasca que atingiu a Europa na semana passada atrasou o voo da musicista, que partiria de Paris e chegaria ao Brasil na quarta-feira (13). O imprevisto, porém, fez com que o primeiro ensaio da pianista ao lado da orquestra só acontecesse na manhã de sexta-feira (15), um dia antes do concerto.

Berenika Glixman - Concerto para piano nº 4
No entanto, a quantidade reduzida de ensaios dos jovens músicos com a solista convidada não prejudicou em nada. Pelo contrário, maestro Isaac, Berenika e orquestra pareciam estar em perfeita sintonia desde o primeiro contato. A cada nota tocada pela pianista no ensaio de sexta-feira, os músicos da orquestra trocavam olhares admirados, e faziam sinais de que estavam arrepiados. Ao final de cada movimento ensaiado, eram aplausos e sorrisos de todas as partes. “Com ela fica fácil demais”, disse o maestro Isaac Karabtchevsky no meio do ensaio.


Público aplaude apresentação da OSH
ao lado da pianista Berenika Glixman
A cena se repetiu no sábado, na lotada Sala São Paulo. Os músicos estavam vibrantes. O maestro, inspirado. E Berenika Glixman, que mescla talento a uma performance intensa junto do piano, estava encantadora.  O resultado dessa combinação: uma plateia paralisada durante a apresentação, e rápida ao se levantar para aplaudir e gritar “BRAVO!” imediatamente após a primeira parte da apresentação chegar ao fim.

Depois de um pequeno intervalo, e de uma primeira obra muito bem sucedida, era chegada a hora de encarar o grande desafio da noite: o de apresentar ao público a grandiosa “Titã”.

Sobre o palco da Sala São Paulo, os mais de 100 músicos da orquestra mostraram que estavam preparados para emocionar. A apresentação arrancava suspiros do público, que não se segurou ao interromper o silêncio com alguns sussurros e exclamações. Ao final da noite, os gritos de “BRAVO, BRAVO, BRAVÍSSIMO” fizeram jus a uma orquestra de jovens cheios de bravura e talento, que comprovou que não se intimida com as dificuldades impostas pelas obras do compositor alemão – dois anos antes, a orquestra já havia arrancado suspiros do público e elogios da crítica com a Sinfonia nº 2 de Mahler, na estreia de Karabtchevsky à frente da orquestra.

Orquestra Sinfônica Heliópolis com maestro Isaac Karabtchevsky
após executar a Sinfonia nº1 de Mahler, na Sala São Paulo
Depois do concerto, foram só elogios. “Parabéns, Sinfônica Heliópolis, pelo lindo concerto de abertura da nossa Temporada 2013! Sala São Paulo cheia, orquestra vibrante, maestro Karabtchevsky inspirado! Com certeza teremos uma grande Temporada! Parabéns a todos!!!”, declarou Edilson Ventureli, maestro assistente da orquestra.

Daqui para frente, a expectativa para os próximos oito concertos na Sala São Paulo, todos pertencentes à Temporada oficial da Orquestra Sinfônica Heliópolis, só aumenta. Isso sem contar as apresentações da orquestra que não pertencem à Temporada, como a do próximo domingo (24), no SESC Itaquera, ao lado de Ivan Lins. Com certeza, um ano cheio de boas surpresas para os músicos do Instituto Baccarelli e para o público. 

14 de março de 2013

Parte II: É chegada a a hora de subir ao palco!


O concerto que inaugura a Temporada 2013 da Orquestra Sinfônica Heliópolis na Sala São Paulo vai ter um gosto diferente para dois músicos do Instituto Baccarelli: Weslen Henrique Vasconcelos (viola) e Thais Meira Plastina (contrabaixo). Os dois foram aprovados nos testes para a orquestra no início deste ano, e fazem suas estreias como membros dela neste sábado (16). Às vésperas da apresentação, vamos contar como eles estão se sentindo e como foram suas trajetórias até chegarem a esse grande momento.

Depois de contar a história de Weslen, é 
a vez de apresentar a talentosa e dedicada contrabaixista Thais Meira Plastina:



Thais Meira Plastina, 20 anos, contrabaixista




Na metade do ano passado, a musicista do Instituto Baccarelli, Thais Meira Plastina, de 20 anos, terminou de pagar o seu próprio contrabaixo. Ele havia sido comprado um ano antes pelo maestro Norberto Sorato, da Paróquia São João Clímaco, onde Thais faz um trabalho voluntário para as crianças da catequese. "Ele disse que não importava quanto tempo eu levaria para pagá-lo; ele estava me dando antes de eu ter o dinheiro por acreditar no meu talento. Vendi trufas durante um ano no Instituto, todo mundo me ajudou. E finalmente consegui terminar de pagar", lembra.

Bastaria que Norberto fosse à Sala São Paulo no próximo sábado para constatar que seu investimento valeu a pena. O concerto que inaugura a Temporada 2013 da Orquestra Sinfônica Heliópolis é também a estreia oficial de Thais como contrabaixista da orquestra – ela já havia tocado com o grupo em 2012, como convidada, no concerto com o maestro indiano Zubin Mehta no Theatro Municipal. "O concerto com o Zubin foi marcante e inesquecível; mas estou ansiosa de verdade para o sábado, porque é uma responsabilidade muito grande chegar à Sinfônica Heliópolis, é um desafio gigantesco tocar no nível das pessoas que já estão lá dentro", diz.

Thais está apenas colhendo o resultado de muito esforço. Desde que se mudou de São Bernardo para São Paulo, há cinco anos, ela e seu contrabaixo de capa roxa podem ser encontrados todos os dias, das sete da manhã às sete da noite, circulando pelo Instituto Baccarelli. Quando não está tendo aulas ou ensaiando com a orquestra, está aprimorando sua técnica em uma das salas de estudo individual. E, como se não bastassem as longas horas do dia que dedica ao seu instrumento, Thais ainda arranja tempo para dar monitoria de contrabaixo para as crianças 10 a 15 anos do Instituto. "Esse ano está muito mais tranquilo”, garante ela. “No ano passado, quando estava conciliando a faculdade de artes e o estudo para os testes do Instituto, quase fiquei louca. Cheguei até a ter crises de choro", confessa.

A capa roxa do contrabaixo de Thais na sala Zubin Mehta
Thais ganhou bolsa do ProUni para o curso de Artes da FAINC (Faculdades Integradas Coração de Jesus), em Santo André. Por ironia do destino, no fim do ano passado a banca avaliadora do seu Trabalho de Conclusão de Curso caiu no mesmo dia dos testes de instrumento no Instituto Baccarelli - por sorte, não no mesmo horário. Logo depois, em janeiro deste ano, vieram os testes para a Sinfônica Heliópolis. "Deixei de viajar nas férias e fiquei em casa só estudando. No fim, não sei como, consegui dar conta de tudo o que tinha pra fazer", recorda aliviada.

Num futuro próximo, Thais pretende fazer uma pós-graduação em música, ou um curso mais voltado à história da música. Mas, por enquanto, está focada nos desafios dessa nova etapa, como musicista da Orquestra Sinfônica Heliópolis. Com certeza não vai faltar talento e dedicação para vencê-los.

É chegada a hora de subir ao palco!


O concerto que inaugura a Temporada 2013 da Orquestra Sinfônica Heliópolis na Sala São Paulo vai ter um gosto diferente para dois músicos do Instituto Baccarelli: Weslen Henrique Vasconcelos (viola) e Thais Meira Plastina (contrabaixo). Os dois foram aprovados nos testes para a orquestra no início deste ano, e fazem suas estreias como membros dela neste sábado (16). Às vésperas da apresentação, vamos contar como eles estão se sentindo e como foram suas trajetórias até chegarem a esse grande momento. A começar por Weslen:



Weslen Henrique Vasconcelos, 18 anos, violista


Uma pipa cai no telhado de um prédio. Um garoto de uns 12 anos corre pelas ruas em busca de sua pipa.  Ele escala os telhados do prédio para pegá-la, até que finalmente a encontra ali. Mas, mais do que isso, descobre um lugar que mudaria a sua vida.  Parece até cena de filme, mas não é. O episódio descrito faz parte da vida real do violista Weslen Henrique Vasconcelos, morador de Heliópolis, hoje com 18 anos. Foi exatamente assim que ele conheceu o Instituto Baccarelli, à época, instalado em uma antiga fábrica de sucos da região.

"Minha irmã mais nova já estudava violino aqui; mas eu não conhecia o Instituto, nem nunca tinha pensado em aprender um instrumento", relembra. A porta de entrada de Weslen para o Instituto Baccarelli foi o Coral. Algum tempo depois do canto, passou a estudar flauta transversal, mas não se sentiu atraído pelo instrumento. Desmotivado, chegou a ficar um ano sem tocar nada, até fazer um teste para viola. "Eu gostava do som da viola, mas sentia dificuldade em evoluir. Mas eu fui crescendo com essas dificuldades, e posso dizer que foi quando passei a ter aulas individuais com a professora Adriana Schincariol que comecei a avançar pra valer", conta.

Foi graças ao que aprendeu com os professores que teve e por causa de muito trabalho e dedicação que, seis anos depois de começar os estudos no Instituto Baccarelli, e depois de ter passado pela Orquestra Juvenil Heliópolis, Weslen chegou à Orquestra Sinfônica Heliópolis. Mas não foi fácil. Em 2009, fez a primeira prova para integrar o grupo de excelência do Instituto Baccarelli, mas não passou. "Foram quatro anos de muita batalha, muita batalha mesmo", diz. Como prova de que a recompensa vem para aqueles que não desistem de lutar, Weslen tocará sua viola sobre o palco da Sala São Paulo no próximo sábado (16), sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky, no concerto que inaugura a maior temporada oficial da história da Orquestra Sinfônica Heliópolis.

Segundo Weslen, muita coisa mudou desde que ele passou no teste para a orquestra, no início deste ano. "É legal porque estou tendo mais contato com os amigos da orquestra, me desenvolvendo tecnicamente no instrumento, e me desenvolvendo como pessoa. Estou ensaiando feliz da vida!", conta animado.

No intervalo do ensaio com a orquestra,
Weslen aproveita para estudar 
Foi a tia de Weslen, Josélia Dias, quem comprou a primeira viola para ele e o incentivou a não desistir jamais. O jovem músico também sempre contou com o apoio dos pais. E, claro, com o próprio esforço. "Chego no Instituto todos os dias por volta de sete da manhã, e fico até alguém bater na porta pra me expulsar: ‘Weslen, já são oito e meia da noite!"", conta achando graça de si mesmo.

Antes de entrar para a Orquestra Sinfônica Heliópolis, Weslen deu aula de monitoria de viola para crianças do Instituto. No ano que vem, pretende começar uma faculdade de música. Tudo no seu tempo, segundo ele. Entre as metas do violista, estão continuar na música, estudar fora e, a maior de todas, ser professor, para, como ele diz, "poder ajudar as pessoas como elas o ajudaram um dia".

11 de março de 2013

Mães na massa e pais na tábua: Instituto Baccarelli cria Comissão de Pais


O último sábado (09/03) marca o início de uma nova fase no relacionamento entre o Instituto Baccarelli e a comunidade de Heliópolis. Cerca de 200 pais de alunos participaram da primeira reunião de pais do ano, que trouxe às famílias uma proposta diferente: a de participar diretamente das decisões, por meio de um canal direto e permanente de diálogo com o Instituto: uma Comissão de Pais. 

Edilson Ventureli, diretor executivo do Instituto Baccarelli:
nossa história
Essa nova Comissão vem com o slogan “Mães na massa e Pais na tábua”. O trocadilho com as expressões “mão na massa” e “pé na tábua” se refere ao seu propósito: ter um grupo de pessoas dedicadas a arregaçar as mangas e colocar o pé na rua para entender as necessidades, possibilidades e expectativas das famílias e da comunidade, interferindo para garantir o apoio das famílias para aumentar a frequência, melhorar o desempenho e diminuir a evasão de alunos, além de fortalecer os dois lados do diálogo entre alunos, pais e Instituto.

Raquel Porangaba, analista de articulação:
direitos e deveres da Comissão
A ideia de dar voz a um grupo de pais que represente o Instituto dentro da comunidade e, ao mesmo tempo, represente a comunidade dentro do Instituto, é um projeto inédito dentro do Instituto Baccarelli. Na prática, as opiniões dos pais dos alunos sempre foram ouvidas, mas de maneira mais informal. Desta vez, um Comitê de Gestão que agrega lideranças das diversas áreas do Instituto Baccarelli, responsável pela criação desta Comissão, propõe que essa participação seja oficializada – a partir de agora, todas essas “conversas de corredor” serão levadas a reuniões importantes, nas quais os membros da Comissão poderão debater críticas e soluções para problemas com a certeza de que serão ouvidos, respeitados e, o mais importante, CONSIDERADOS em tudo o que propuserem.

Jaqueline Serra, coordenadora de secretaria acadêmica:
atividades da Comissão
A reunião que apresentou aos pais a proposta de se ter uma Comissão foi produtiva para todos os lados: os responsáveis pelos nossos alunos puderam conhecer um pouco mais sobre a história e estrutura do espaço que interfere diretamente na educação de seus filhos; entender como ele funciona, como é a sua estrutura física (com tecnologia de ponta para ensino de música em prédios doados pelo Pró-Vida e Eletrobras via Lei Federal de Incentivo à Cultura/Rouanet) e humana (com os melhores professores do mercado); quem são aqueles que viabilizam esse trabalho desde que ele começou a dar frutos (empresas do setor privado que patrocinam o Instituto via Lei Rouanet);  quais foram e quais são as difuculdades encontradas para gerir um projeto como esse e quais são os planos para um futuro próximo; além, é claro, de conhecerem quem são as pessoas que trabalham nos bastidores desse projeto. Do outro lado, o Instituto pôde compreender melhor as necessidades dos pais de seus alunos, que puderam fazer perguntas, expressar sentimentos e pensamentos, fazer críticas e sugestões.  Uma troca extremamente rica e crucial para estreitar o relacionamento com as famílias da comunidade, sem as quais o trabalho do Instituto Baccarelli não faria sentido.

Mesmo com as limitações de cada família, que trabalham dentro ou fora de casa e têm que conciliar uma série de afazeres, a equipe do Instituto foi surpeendida por 45 inscrições para participar da Comissão já entregues no mesmo dia e outras 74 que ficaram pendentes, de pessoas que levaram as fichas para serem preenchidas em casa. Mais do que papéis assinados, aconteceram, ao final da reunião, demonstrações claras de que é possível caminhar juntos, vindas de pais, mães e responsáveis de uma maneira geral que permaneceram no Instituto além do horário da reunião apenas para reforçar, pessoalmente, que o Instituto pode contar com eles. Uma prova de que essa união entre famílias e Instituto é mesmo imprescindível e tem tudo para dar certo!

Lembrete: a primeira reunião de Comissão de Pais já tem dia e hora marcados: 23 de março (sábado), às 10h, no Instituto Baccarelli. Nela, começarão a ser definidos alguns pontos fundamentais para dar início a esse trabalho. Por isso, a presença de todos os inscritos é indispensável. Sugestões serão muito benvindas!

Primeira reunião de pais 2013: Instituto Baccarelli propõe Comissão de Pais


Mães na massa e pais na tábua!


8 de março de 2013

8 de março: Que soem as trompas para as mulheres!!!



Entre 27 trompistas das quatro principais orquestras brasileiras*, apenas uma é mulher. Por ser um instrumento de sopro grande (com quase 4 metros de tubo enrolado) e exigir muito fôlego - além de coordenação motora para controlar os músculos das duas mãos e a própria respiração-, criou-se um senso comum de que a trompa (pertencente à família dos metais) deve ser tocada por pessoas grandes e fortes. Quase sempre, homens.

Jéssica, Tamires e Tayanne, trompistas da OSH/
Foto: Vivian Carrier
Não no Instituto Baccarelli. Talentosas musicistas, que não se intimidam pelo tamanho e dificuldade do instrumento, vêm mostrando que a trompa pode, sim, ser tocada por mulheres – e muito bem tocadas. Ao contrário do cenário exposto acima, dos cinco trompistas da Orquestra Sinfôncia Heliópolis, três são jovens mulheres: Jéssica Maria Vicente, Tamires Kamizaka de Melo e Tayanne Sepulveda de Jesus. As meninas, que arrancaram elogios do atual diretor artístico da Osesp, Arthur Nestrovski, em visita ao Instituto Baccarelli em julho do ano passado, foram tema do documentário “Estrada das Lágrimas” - trabalho de conclusão de curso de Jornalismo de Valéria Mendonça e Vivian Carrier Elias, da PUC-SP, que em breve será disponibilizado na internet.

A já tradicional presença de mulheres nas trompas das orquestras do Instituto Baccarelli se confirma (e garante sua perpetuação) na Orquestra Juvenil Heliópolis: dos cinco trompistas da orquestra, quatro são mulheres – Amanda Vieira Soares, Jessica Alves Oliveira, Micaele Gomes Neri e Rafaela Santos Nawoé.

Trompistas da Orquestra Juvenil Heliópolis/Foto: Marcos Bizzotto

O Instituto Baccarelli deseja um FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER a todas as mulheres que, como as nossas trompistas, conhecem o seu potencial de realização e não se deixam levar por estereótipos. 


*Para fazer este levantamento, foram consideradas: Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e Petrobras Sinfônica (RJ), Filarmônica de Minas Gerais.

5 de março de 2013

Instituto Baccarelli lembra Dia Nacional da Música Clássica com peça teatral



Ao longo dessa semana, dez alunos do Instituto apresentam peça sobre Villa-Lobos para as turmas de musicalização e Corais

Nossos artistas e algumas das crianças que assistiram a uma das apresentações desta terça-feira (05/03)


Em 2005, a editora VivaMúsica! começava um movimento para criar um dia para homenagear a música clássica no Brasil. O ponto de partida foi fazer uma consulta nacional entre profissionais da música, além do público do Rio de Janeiro, para escolher a data comemorativa. A votação, que foi feita por e-mails, cartas e telefonemas, elegeu o dia 5 de março – dia do nascimento de um dos maiores compositores brasileiros da história, Heitor Villa-Lobos.

Foi necessário um longo processo e empenho por parte da VivaMúsica! até que a data fosse oficializada pelo Governo Federal. Deu certo. Em janeiro de 2009, o então presidente Lula assinou decreto instituindo o Dia Nacional da Música Clássica.

Sete dos nossos artistas em cena!
O Instituto Baccarelli também presta a sua homenagem à data!

Dez alunos de um dos grupos de Coral da Gente prepararam uma peça que conta a história da vida do compositor, e a apresentam durante toda a semana para as turmas de musicalização e demais Corais do Instituto Baccarelli. O roteiro foi escrito pela musicista Thais Plastina, contrabaixista da Orquestra Sinfônica Heliópolis, formada em artes, que também dá aula de teoria no Instituto.

Nathan, Beatriz, Kaíque, Lucas, Ricardo, Michaele, Jéssica, Amanda, Átila (atores) e Sâmela (piano), receberam a missão de ensaiar a peça apenas uma semana antes da data das apresentações. O resultado: eles não só decoraram todas as falas e se revesaram nos papéis, como adaptaram o roteiro de improviso, de acordo com a faixa-etária de cada grupo que os assiste.

No final de cada apresentação, nossos músicos (e atores!) abriram espaço para perguntas sobre a vida de Villa-Lobos. No final de uma das apresentações desta terça-feira, para uma turma da professora Joana, um momento emocionante: ao som do piano tocado por Sâmela, artistas e público cantaram juntos um trecho de "O Trenzinho do Caipira", composição de Heitor Villa Lobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2.

Apresentação para a turma de Coral da professora Joana nesta terça-feira (05/03)









4 de março de 2013

Orquestra Sinfônica Heliópolis abre Temporada 2013 na Sala São Paulo



Sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky, a orquestra se apresenta no dia 16 de março ao lado da pianista israelense Berenika Glixman


Uma grande estreia para uma grande Temporada – a maior da história da Sinfônica Heliópolis. Neste ano, a orquestra formada por alunos avançados do Instituto Baccarelli, vindos da comunidade de Heliópolis e de outras regiões do País e do mundo, fará nove programas diferentes na Sala São Paulo – vários deles com grandes nomes da música clássica. A primeira apresentação está marcada para o dia 16 de março (sábado), às 21h.

A pianista Berenika Glixman
Para inaugurar o terceiro ano consecutivo com uma temporada regular de concertos e também o terceiro ciclo de Isaac Karabtchevsky como diretor artístico e regente titular da orquestra, a Sinfônica Heliópolis terá como solista a jovem israelense Berenika Glixman, que, usando as palavras do maestro indiano Zubin Mehta, diretor artístico da Filarmônica de Israel e patrono da Sinfônica Heliópolis, nada mais é do que “uma das maiores promessas na nova geração de pianistas”. 

Junto dela, e com regência de Isaac Karabtchevsky, a Sinfônica Heliópolis apresenta o “Concerto para piano nº 4”, de Ludwig van Beethoven. Na segunda parte do concerto, a Sinfônica Heliópolis se reencontrará com a obra de Gustav Mahler, executando a “Sinfonia nº1, em ré maior” (“Titã”, como a obra é apelidada desde a sua criação), dois anos depois de ter arrancado suspiros do público e elogios da crítica, com a Sinfonia nº2 do compositor alemão, na estreia de Karabtchevsky à frente da orquestra.

Outro renomado músico de Israel vai compor a Temporada deste ano: O pianista Tomer Lev, que se apresentará como solista ao lado da orquestra no concerto do dia 3 de novembro. A presença cada vez mais recorrente de grandes nomes da música erudita de Israel nos concertos da Sinfônica Heliópolis é fruto da já consolidada relação entre o maestro Zubin Mehta e o Instituto Baccarelli.

E não para por aí. Um dos grandes nomes da última Temporada estará de volta à Sala São Paulo ao lado da Sinfônica Heliópolis no dia 7 de abril: O virtuoso violinista, violista e regente lituano Julian Rachlin, que, ao participar como solista e spalla do histórico concerto regido pelo maestro Zubin Mehta no Theatro Municipal de São Paulo, em agosto do ano passado, tornou-se o Principal Regente Convidado da Sinfônica Heliópolis.

E se 2013 será um ano de reencontros, será também um ano de estreia. Pela primeira vez, a Sinfônica Heliópolis terá como solista o violoncelista brasileiro Antonio Meneses, que ficou consagrado depois de vencer o Concurso Tchaikovski, em Moscou (1982). O concerto, que faz parte da Temporada oficial da orquestra na Sala São Paulo, está marcado para o dia 8 de junho. Todos os solistas convidados para a Temporada deste ano irão doar seus cachês para os projetos socioculturais desenvolvidos pelo Instituto Baccarelli, em Heliópolis. 

Sinfônica Heliópolis e Isaac Karabtchevsky na Sala São Paulo
Em 2012, a Sinfônica Heliópolis realizou sete concertos na Sala São Paulo. O último deles, no dia 21 de dezembro, foi um dos mais memoráveis na trajetória da orquestra, que se apresentou com lotação total de um dos espaços culturais mais importantes da capital paulista, com uma plateia visivelmente emocionada com a Nona Sinfonia de Beethoven.